Suspeito de agiotagem admitiu empréstimos, mas negou ameaças
Suspeito é investigado por cobrar juros abusivos, ameaçar devedores e utilizar bens como forma de pagamento no Rio de Janeiro
Um homem suspeito de atuar como agiota foi preso na quarta-feira (19), no bairro do Catumbi, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ele concedia empréstimos com juros abusivos e utilizava ameaças, ofensas e constrangimentos para pressionar pessoas que tinham dívidas com ele.
Um dos casos investigados chamou a atenção dos policiais: uma dívida que teria começado em R$ 30 mil chegou a R$ 1,3 milhão após aproximadamente um ano, segundo as investigações.
Dívida de R$ 30 mil teria chegado a R$ 1,3 milhão
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito alegava que o valor de R$ 1,3 milhão seria resultado da aplicação de juros sobre o empréstimo inicialmente concedido.
A investigação aponta ainda que o homem teria adotado diferentes formas de intimidação para cobrar os valores. Em determinado episódio, ele teria ido até a residência de uma vítima, feito ofensas e realizado ameaças, inclusive de morte.
Segundo os investigadores, o suspeito também afirmava contar com a ajuda de outras pessoas para realizar as cobranças.
Suspeito teria tomado bens de devedores
Além das cobranças consideradas abusivas, a Polícia Civil identificou indícios de que o investigado teria utilizado bens pertencentes aos próprios devedores como forma de pagamento das supostas dívidas.
A prática teria ocorrido em diferentes situações e passou a fazer parte da apuração conduzida pelas autoridades.
O homem admitiu, durante o depoimento, que realizava empréstimos com cobrança de juros. Ele afirmou possuir, segundo seu próprio relato, “aplicações” com diversas pessoas.
Apesar de confirmar a realização dos empréstimos, o suspeito negou ter utilizado violência ou feito ameaças contra os devedores.
Investigado possui antecedentes criminais
Ainda segundo a Polícia Civil, o homem possui registros anteriores relacionados a outros crimes.
Entre as ocorrências mencionadas pelas autoridades estão tráfico de drogas, ameaça, extorsão e lesão corporal. O investigado também já teria sido acusado de estupro pelo próprio filho.
As informações fazem parte do histórico levantado pelos investigadores durante a apuração do caso.
Prisão ocorreu após investigação da Polícia Civil
A prisão foi realizada por agentes da 24ª Delegacia de Polícia (Piedade), após um trabalho de inteligência que permitiu localizar o suspeito no Catumbi.
As informações obtidas durante as diligências ajudaram os investigadores a identificar o paradeiro do homem e efetuar a prisão.
O caso segue sob investigação para esclarecer a extensão das atividades atribuídas ao suspeito, identificar outras possíveis vítimas e verificar a existência de outras pessoas envolvidas nas cobranças.
Investigação continua
A Polícia Civil deverá analisar os elementos reunidos durante a investigação para verificar a existência de outras situações semelhantes e dimensionar os valores envolvidos.
O caso também chama atenção para os riscos relacionados a empréstimos informais com cobrança de juros abusivos e métodos de cobrança baseados em ameaças ou constrangimentos.
Até o momento, as informações divulgadas pelas autoridades tratam o homem como suspeito, e as acusações ainda serão submetidas ao devido processo legal.
Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro



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