Fauna amazônica é protegida durante operação de fiscalização no interior do Amazonas
Ação integrada no Rio Cuniuá também apreendeu 120 quilos de pirarucu, duas embarcações e equipamentos usados na pesca ilegal; multas aplicadas ultrapassam R$ 2 milhões
Uma operação de fiscalização ambiental resgatou 176 quelônios que eram mantidos ilegalmente em cativeiro no Rio Cuniuá, afluente do Rio Purus, no interior do Amazonas. A ação também localizou centenas de ovos de tartarugas e tracajás e resultou na apreensão de embarcações, pescado e equipamentos utilizados na captura irregular de animais.
A ofensiva ocorreu na madrugada de terça-feira (18) e integra a Operação Gaspar, iniciativa que reúne equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Polícia Militar.
Segundo os órgãos envolvidos, as autuações aplicadas durante a operação ultrapassaram R$ 2 milhões.
Além dos 176 animais resgatados, os agentes encontraram 236 ovos de tartarugas e tracajás em praias da região. Para preservar o processo natural de reprodução, os ovos foram retirados dos locais onde estavam sendo mantidos irregularmente e reenterrados em áreas adequadas.
A fiscalização também apreendeu aproximadamente 120 quilos de pirarucu e redes de malha utilizadas na pesca ilegal. Duas embarcações empregadas durante as atividades fiscalizadas foram recolhidas.
Ação em áreas próximas a terras indígenas
As abordagens ocorreram em trechos estratégicos do Rio Cuniuá, especialmente em áreas próximas a territórios protegidos e terras indígenas.
De acordo com os agentes que participaram da operação, a localização exige uma atuação integrada das instituições responsáveis pela fiscalização ambiental e pela proteção dos territórios.
A presença das equipes também tem como objetivo impedir atividades predatórias que podem comprometer os recursos naturais utilizados pelas comunidades tradicionais que vivem na região.
Combate à pesca e à caça predatórias
A Operação Gaspar foi iniciada no fim de julho na calha do Rio Purus e segue em andamento. A fiscalização não tem data definida para ser encerrada.
A estratégia é intensificar o combate à captura ilegal de animais silvestres e à pesca predatória, especialmente em regiões de difícil acesso.
Para os órgãos envolvidos, além da proteção da fauna, a fiscalização contribui para preservar os recursos dos quais dependem comunidades indígenas e outras populações tradicionais.
As embarcações, os equipamentos de pesca e os demais materiais apreendidos permanecem sob responsabilidade dos órgãos de fiscalização, enquanto as infrações identificadas durante a operação seguem os procedimentos administrativos previstos na legislação ambiental.
A operação deve continuar nos próximos meses na região do Purus, com novas ações de fiscalização em pontos considerados estratégicos pelas equipes.



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