Augusto Cury tenta transformar crescimento nas pesquisas em avanço eleitoral
Candidato do Avante aparece numericamente à frente de nomes como Pablo Marçal e Romeu Zema em levantamento divulgado nesta quinta-feira (27); crescimento ocorre em meio à intensificação da disputa eleitoral
O cenário da corrida pela Presidência da República começou a apresentar novos movimentos nesta reta inicial da campanha eleitoral de 2026. Um dos destaques do levantamento mais recente é o candidato Augusto Cury (Avante), que aparece com 4% das intenções de voto na pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (27).
O percentual coloca Cury em uma faixa de competitividade acima da registrada em levantamentos anteriores, quando o candidato aparecia com 2% das intenções de voto. A mudança chama atenção especialmente pelo curto intervalo entre as pesquisas e pela proximidade do início da propaganda eleitoral gratuita.
Na pesquisa PoderData/Aya, realizada entre os dias 23 e 26 de agosto com 2.400 entrevistados, Cury aparece empatado numericamente com Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), também com 4%. Pablo Marçal aparece com 3%, enquanto Romeu Zema registra 2%.
Cury passa de 2% para 4%
A evolução ganha relevância quando comparada com levantamentos realizados ao longo de agosto.
Na pesquisa BTG/Nexus, feita entre 21 e 23 de agosto, Augusto Cury aparecia com 2% das intenções de voto. O mesmo percentual foi registrado pelo candidato no Datafolha, realizado entre 18 e 21 de agosto.
Agora, no levantamento PoderData/Aya, Cury alcança 4%.
Embora o percentual ainda esteja distante dos líderes da disputa, o resultado representa uma duplicação do índice registrado anteriormente e coloca o candidato em uma posição mais próxima do grupo intermediário da corrida presidencial.
É importante destacar que uma única pesquisa não permite afirmar, isoladamente, que houve uma tendência consolidada de crescimento. A evolução precisa ser acompanhada pelos próximos levantamentos.
Cenário segue liderado por Lula e Flávio Bolsonaro
A disputa presidencial continua concentrada principalmente entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Na pesquisa PoderData/Aya, Lula aparece com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico entre os dois candidatos.
Nesse cenário, Cury aparece com 4%, em uma faixa intermediária formada por candidatos que buscam ampliar o conhecimento de seus nomes e conquistar eleitores que ainda não estão definitivamente alinhados com os principais polos da disputa.
O que pode explicar a mudança de cenário?
A movimentação ocorre justamente em um momento de maior exposição dos candidatos.
Augusto Cury participou recentemente do primeiro debate presidencial televisionado da campanha, realizado pela Band. Segundo avaliação publicada pela revista Veja, a campanha considerou positiva a participação do candidato, destacando sua estratégia de apresentar propostas relacionadas à saúde mental, incluindo o chamado “SUS da Mente”.
A maior exposição em debates, entrevistas e redes sociais pode contribuir para aumentar o conhecimento do eleitorado sobre candidaturas que ainda possuem menor reconhecimento nacional.
Cury também tem buscado se apresentar como uma alternativa ao ambiente de forte polarização entre os principais grupos políticos que dominam as pesquisas.
Uma candidatura que tenta ocupar espaço fora da polarização
A estratégia de Augusto Cury está associada à tentativa de construir uma candidatura com discurso voltado para saúde mental, educação, pacificação e desenvolvimento humano.
Esse posicionamento procura dialogar com eleitores que não se identificam completamente com a polarização entre Lula e Bolsonaro e que buscam opções alternativas para a disputa presidencial.
O desafio, porém, é transformar o crescimento inicial em uma tendência consistente e ampliar a presença do candidato em diferentes regiões do país.
Próximas pesquisas serão decisivas
O resultado de 4% coloca Augusto Cury em um patamar diferente daquele observado no início de agosto, quando aparecia com 2% em pesquisas nacionais.
A partir de agora, os próximos levantamentos terão papel importante para indicar se o avanço representa apenas uma oscilação dentro da margem de erro ou se existe, de fato, uma trajetória de crescimento da candidatura.
Com o início da propaganda eleitoral gratuita se aproximando e a campanha entrando em uma fase de maior exposição pública, Cury terá a oportunidade de ampliar o reconhecimento do seu nome e apresentar suas propostas diretamente ao eleitor.
Por enquanto, os números mostram uma mudança relevante: de 2% para 4% em um dos levantamentos mais recentes. O resultado não coloca Cury entre os líderes, mas indica que sua candidatura começa a disputar espaço dentro do grupo intermediário da corrida presidencial.



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