Bolsonaro terá que retornar à prisão domiciliar após atendimento
Moraes autoriza Bolsonaro a deixar prisão domiciliar para ir ao dentista
Ministro do STF permitiu atendimento odontológico, mas determinou sigilo sobre data e local por motivos de segurança
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a prisão domiciliar para realizar atendimento odontológico.
A decisão foi tomada após solicitação apresentada pela defesa. O deslocamento deverá ser organizado entre os advogados de Bolsonaro e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Data e local da consulta serão mantidos em sigilo
Moraes determinou que informações sobre data, horário e local do atendimento permaneçam sob sigilo por razões de segurança.
Caso os dados sejam divulgados, o deslocamento poderá ser cancelado, conforme as condições estabelecidas na decisão.
Uma das possibilidades indicadas para a realização do atendimento é o Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal.
Defesa havia indicado dentista da família
Os advogados de Bolsonaro haviam solicitado que o atendimento fosse realizado pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, nora do ex-presidente e esposa do senador Flávio Bolsonaro.
A defesa apresentou a profissional como responsável pelo atendimento odontológico. A decisão, entretanto, estabeleceu condições específicas para a realização do procedimento.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária e permanece submetido a restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Por estar sob essas condições, o ex-presidente precisa de autorização judicial para deixar a residência em determinadas situações.
A decisão de Moraes permite exclusivamente o deslocamento necessário para o atendimento odontológico, seguindo as regras estabelecidas pela Justiça.
Saída terá acompanhamento
O deslocamento deverá ser organizado pela defesa em conjunto com a Polícia Militar do Distrito Federal.
As autoridades responsáveis pela custódia deverão acompanhar o cumprimento das condições determinadas pelo ministro.
O sigilo sobre o atendimento foi estabelecido como medida de segurança, evitando a divulgação antecipada do local e do horário.
Após o procedimento, Bolsonaro deverá retornar à residência onde cumpre a prisão domiciliar, conforme as determinações judiciais.



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